quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Hoje sou o ar que te perdoa as asas e tu és quem voa através e vences muros e estradas, um universo barato que nunca tem intervalo porque o ar nunca se perde. Cabemos tão bem um no outro e tu és tão meu quando desenhas no meu corpo e procuras a minha boca ou os meus pedaços porque não me queres perder nem magoar. Somos a unidade perfeita nos oito dias que cada mês nos dá sentido e sabemo-nos tão bem (embora até os deuses nos deem mais parede, teto e chão do que nós um ao outro). Gosto sobretudo quando me acordas com o bater das tuas asas cheias de amor e de mimos pelas madrugadas embeiçadas e trazes o vento que é a vida do ar que passa a ser nada porque te dá o coração e que continua a oferecer-te a liberdade das asas mesmo que já não te saiba tão bem voar.
O tempo passa e nós vamos estando um no outro, oito dias por doze, como o ar e a ave nos dias de bom tempo mas o ar existe sempre, tal como o vento e o nosso amor

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