quinta-feira, 6 de outubro de 2011





Hoje somos quase um inverno como tempestades
num copo de água. As tuas palavras são os meus
pesadelos quando e sempre que deixas a chuva borrar-me
a maquilhagem que nunca uso, o que nem é
relevante mas que me destrói igualmente. Deves ter os
dedos cansados de tanto que escreves com nada que
ouço. Devias pôr gelo mas sem te queimar porque afinal eu
ainda me preocupo. Mas tu és de extremos, metade água
metade fogo e os teus dedos são chamas. E a tua boca é
um gelo e a cabeça um inferno. Eu nunca gostei da chuva e
o fogo queima-me de longe e se calhar esse é o
problema. Se calhar sou amena demais para o teu
extremismo. Precisas de cuidar de ti.
Ou eu de mim.
Ou nós de nós. Ironia das ironias

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