terça-feira, 2 de agosto de 2011



Hoje somos só nós: eu, tu e a nossa loucura. Eu amo-te. E preciso de ti. E hoje tenho-te. Hoje que as estrelas fazem desenhos e que chovem borboletas. Hoje que te tenho e somos só nós. Apesar disso, tu não estás comigo. Estás mais longe. Lá. Longe. E não estamos em sintonia. E assim o sono vem mais rápido e adormecemos em dois instantes, sem traçarmos o nosso amor ainda bebé. Adormecemos antes de me despires, tu no chão e eu na cama. De mãos dadas. E sonho com a nossa sintonia. A nossa ária. A melodia das melodias - suave e quente, utopista. E tu mesmo a dormir não chegas perto, a tua mão está fria. Mas eu respeito-te e continuo a sentir amor. A nossa unidade, sempre platónica, deixo-ta levar contigo. Não a posso ter então não a quero. Mas eu amo-te. Mas deixo-te embalar. Sei que um dia hás-de lembrar-te e chegar junto. E virás, com a guitarra debaixo do teu braço, fazer-me uma serenata. Suave e quente, como a nossa balada. E vais dar-me a mão, já cálida. E então vens. Chegas. Ficas dois instantes. E vais. Voltas suave e quente, arrefeces e segues para longe. E eu amo-te sempre. Mas... dorme bem

3 comentários:

  1. estava a tentar imaginar para quem é este texto. huuuuuum

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  2. também tentei imaginar, mas não faço ideia.

    só sei que gosto deste chá

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  3. belo? belo é um chá de caramelo frio ao final da tarde, enquanto se vê o por-do-sol

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