sábado, 16 de abril de 2011


Ele está longe; sobre a mesma atmosfera, mas longe. Longe por fora e longe por dentro, tão longe por dentro…
Em Portugal é tempo de sonhar (…) A noite pesa-me nos olhos mas queimo as pestanas na fotografia dele. E penso nele. Fica tão perto, tão junto, tão sufocante. E depois corre longe… Bocejo.
Ele sonha (à maneira dele) tão bem e tão alto que me causa insónias; mas nunca sonha comigo. Estou na cama e ele tão longe; tão longe por fora… mas tão perto por dentro. Não consigo dormir. Tenho as pestanas queimadas e o olhar viciado, os meus lábios desumanamente secos. E ele com o sonho noutro coração, tão miserável!
Estou cansada que ele seja a minha insónia e nunca eu a dele; Vou queimar aquela maldita fotografia e pôr gelo nos olhos. Adormecer.

2 comentários:

  1. o que eu tinha a dizer destas tuas palavras eu já disse. aliás, acho que começo a ficar repetitiva nos comentários que faço sobre o que escreves. é que fico sem palavras, sabes? não dá para descrever o quão fantásticos são estes teus textos! <3

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