terça-feira, 3 de dezembro de 2013

- Sorri e ofereci a minha melhor cara de idiota. (…) Ou então devia!
Elas não fazem ideia do lugar que ocupam. Elas não fazem a menor ideia do peso que, às vezes, a mínima coisa tem em pessoas como nós. Ainda que tivéssemos chegado a pensar que já não eramos tão estranhas aos seus olhos quanto isso… E ainda que até tivéssemos descoberto coisas em comum... Ou, pelo menos, achássemos que sim...
Há palavras que tiram o sono a pessoas como nós. Há terceiros jeitos que, mesmo que não seja da nossa vontade, nos deixam mais apreensivas. Ou porque fomos apanhadas de surpresa. Ou porque o tempo nos soube levar e nos enganou com a sua melhor cara, de idiota.
Não estamos habituadas… Nunca nos quisemos habituar. A mãe sempre nos disse que éramos mais bonitas do nosso jeito, inocente. (…) Tenho saudades dela! Ela nunca nos deixou em maus lençóis. E também nunca nos fez sentir pequeninas, nem invisíveis, nem insignificantes...


Eu, Leandra, num desabafo bem pequenino, querida Colleen

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